Em vinte anos de carreira, Flávio Guimarães produziu quatro cds próprios e nove com o Blues Etílicos. Gravou dezenas de participações em discos de artistas dos mais diferentes estilos, tais como Titãs, Fernanda Abreu, Cássia Eller, Zélia Duncan, Luiz Melodia, Renato Russo, Zeca Baleiro, Fagner, Rita Lee, Kid Abelha, Ed Motta, Gabriel O Pensador e Alceu Valença, entre outros.

Foi escolhido duas vezes por B. B. King para abrir seus shows no Brasil, em 1999 e 2004. Tendo participado dos nossos principais festivais internacionais: Free Jazz, Rock in Rio II, Heinecken Concerts, Nescafé Blues e Natu Blues Festival, tocou com Buddy Guy em 1989 e 1991 e com Magic Slim em 1993 e abriu a turnê brasileira de Robert Cray em 1997.

O músico é o único endorser das gaitas Hohner em toda América do Sul.

Sua gaita pode ser ouvida em diversas trilhas e comerciais, destacando-se a recente Bang Bang, da Globo. Mesmo sendo basicamente um músico de Blues, Guimarães está finalizando um CD de música brasileira, onde uma das músicas, Girando na Renda, em parceria com Pedro Luís e Sérgio Paes, acaba de conseguir o terceiro lugar no Festival de Música da Cultura.

Flávio mantém um constante intercâmbio com alguns dos melhores gaitistas do mundo. Realizou shows e gravações com Charlie Musselwhite, Howard Levy, Mark Hummell, Mark Ford e Sugar Blue. Participou da banda que acompanhou Taj Mahal no Brasil, dentro do Heinecken Concerts, em 1999. O show se transformou em especial da TV Cultura. Fez parte também das bandas de Brian Lee e Walter Wolfman Washington em seus shows no país.

Sua apresentação na convenção mundial de gaitistas, realizada em 1996 nos Estados Unidos, rendeu uma ótima crítica na publicação especializada American Harmonica Newsletter: " Flávio tem um ótimo toque na gaita e imaginação que o leva bem além de uma performance convencional. Ele toca Blues com um estilo jazzístico e empolgou o público na convenção do SPAH, em St. Louis."

Em maio de 2003 apresentou-se em Miami com a banda Iko Iko, no Tobacco Road e com Bruce Ewan and the Solid Senders no Baltimore Blues Festival. Já tocou também na Holanda, Inglaterra e Argentina.

Em 2004, tocou no Festival de Blues e Jazz de Rio das Ostras, na mesma noite que Stanley Jordan. Abriu pela segunda vez, juntamente com o Blues Etílicos, o show de B. B. King no Rio. Foi convidado para ser o diretor musical da Natu Nobilis Blues Band. A banda, por ele formada, incluiu Nelson Faria e Otávio Rocha nas guitarras, Toni Botelho no contrabaixo e André Tandeta na bateria, além do convidado especial, Paulo Moura, no clarinete. Com um repertório mesclando blues, jazz e música brasileira e um show totalmente instrumental, a banda foi a principal atração nacional do Natu Nobilis Blues Festival, realizado nas cidades de Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba em abril.

O maestro Paulo Moura retribuiu o convite, convidando-o para alguns dos mais expressivos festivais de música instrumental do país: o Festival Instrumental de Cascavel, no Paraná, em 2004 e o do Conservatório Musical de Tatuí, no estado de São Paulo, em 2005.

Ainda em 2005, participou do Festival Visa Blues and Jazz, em Búzios e no festival Música e Estilo, no Fashion Mall, no Rio. Fizeram parte da programação destes festivais nomes como Vernon Reid, Ed Motta, Leo Gandelman, Francis Hime, Yamandu Costa e Paulo Moura entre outros.

Lançou em novembro de 2005 seu quarto cd pela Gravadora Eldorado.

Em junho de 2006, Flávio preparou sua banda para uma turnê no Brasil com o lendário bluesman Charlie Musselwhite. Apresentaram-se juntos no Programa do Jô Soares e realizaram cinco shows nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Seu novo cd, em parceria com a Prado Blues Band, sai dia 15 de agosto próximo, pelo selo Chico Blues' Records.


Vejamos o que a crítica especializada diz de seus trabalhos anteriores:

"Navegaita é uma viagem além do blues tradicional, em direção à música brasileira, onde o virtuosismo do artista faz a gaita dialogar com as percussões de um maracatu, com clarineta, berimbau e atabaques."
CLASSE , Revista de bordo da TAM. 30/10/2002.

"Considerado com justiça o maior gaitista de boca do Brasil."
Jornal da Tarde, José Nêumane (editor). 3/11/2002.

"Virtuose e pioneiro do blues no Brasil, Flávio Guimarães depurou este seu terceiro CD solo em quase dois anos de trabalho. As músicas se sucedem em suaves variações, descortinando-se um horizonte sonoro novo: a quase mescla do blues com a música popular brasileira. O charme de Navegaita está em manter as digitais de cada gênero, sem deixar de fazê-los discutir amigavelmente. Exemplo raro de respeito às diferenças no ambiente da pura navegação sonora. "
Revista BRAVO. Luiz Antônio Giron. 12/2002.


Sobre o CD Cor do Universo, do Blues Etílicos, lançado em 2003 :

"A veterana banda carioca de blues roqueiro raramente erra. O instrumental é ótimo e não há gaitista como Flávio Guimarães".
Folha de São Paulo, 26/5/2003.


Sobre seu segundo CD, On The Loose, lançado em 2000:

"On The Loose mostra o gaiteiro do Blues Etílicos decifrando a matemática do blues, na qual menos é igual a mais. Desenvolve um fraseado sutil, melódico e com poucas notas exploradas ao máximo."
Folha de São Paulo, janeiro de 2000

"Graduado na matéria blues made in Brasil, Flávio Guimarães puxa o nível para cima e mostra como se faz no seu novo CD."
O Globo, janeiro de 2000

"Flávio é top de linha indiscutível no país. Titãs, Kid Abelha, Cássia Eller, Fernanda Abreu, O Pensador e Luiz Melodia atestam..."
Revista SHOWBIZZ, 6/1999


Sobre Little Blues, seu primeiro CD:

"Flávio Guimarães lança um disco solo de blues e jazz de uma competência atroz. Sua voz ganha uma maior cadência blues, ele segura bem na gaita."
Jornal do Brasil, Julho de 1995

"Guimarães faz show entre o blues e o jazz. Em duas apresentações no Centro Cultural, gaitista do Blues Etílicos mostra porque é o melhor do Brasil."
Folha de São Paulo, setembro de 1995